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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Al-Qaeda nomeia chefe “interino”


Saif al-Adel já fazia parte da lista de terroristas mais procurados do FBI. Este antigo oficial das forças especiais egípcias, também conhecido por Muhamad Ibrahim Makkawi, era considerado um dos principais comandantes militares da al-Qaeda.
Os americanos acusam Adel de ter ajudado a planear os atentados de 1988 contra as embaixadas americanas em Nairobi e Dar Es Salaam e de ter fundado campos de treino para terroristas no Sudão e no Afeganistão durante os anos 90.
Quanto ao novo chefe operacional da al-Qaeda, a Al Jazira identifica-o como Mustafa al-Yemeni, que, como o nome indica, poderá ser de nacionalidade iemenita.

Escolha ditada por "intranquilidade" na al-Qaeda

Noman Benotman, um antigo associado de Bin Laden que renunciou à ideologia fundamentalista e é considerado, atualmente, um dos maiores especialistas em assuntos da al-Qaeda, diz que a nomeação de Saif al-Adel se deve à crescente intranquilidade no seio da organização por causa do vácuo de poder que se seguiu à morte do fundador.
Benotman cita os seus contatos pessoais e as discussões nos fóruns jihadistas para concluir a escolha do novo líder não foi feita pelo conselho formal da shura da al-Qaeda, pois este está impossibilitado de se reunir nas condições atuais. Em vez disso, o nome terá sido escolhido por seis entre de oito líderes da al-Qaeda que se encontram na região de fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão.
A mesma fonte diz que é não provável que Adel vá substituir Bin Laden como chefe inquestionado da organização.
“O papel que ele assumiu não é o de líder absoluto mas antes o de responsável pelos assuntos operacionais e militares”, disse Benotman.

O papel do Irão

Julga-se que Saif al-Adel terá fugido para o Irão depois da invasão norte-americana do Afeganistão e que terá ficado nesse pais em detenção domiciliária.
Segundo os média árabes, as autoridades de Teerão libertaram-no da custódia há cerca de um ano e Adel voltou então à região fronteiriça entre o Paquistão e o Afeganistão. Alguns analistas acreditam, por outro lado, que ele poderá ter regressado ao Irão ou ao Afeganistão há algumas semanas atrás.


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